| Os vírus representam um dos maiores problemas para usuários
de computador. Consistem em pequenos programas criados para causar algum
dano ao computador infectado, seja apagando dados, seja capturando informações,
seja alterando o funcionamento normal da máquina. Os usuários
dos sistemas operacionais Windows são vítimas quase que
exclusivas de vírus, já que os sistemas da Microsoft são
largamente usados no mundo todo. Existem vírus para sistemas operacionais
Mac e os baseados em Unix, mas estes são extremamente raros e costumam
ser bastante limitados. Esses "programas maliciosos" receberam
o nome vírus porque possuem a característica de se
multiplicar facilmente, assim como ocorre com os vírus reais, ou
seja, os vírus biológicos. Eles se disseminam ou agem por
meio de falhas ou limitações de determinados programas,
se espalhando como em uma infecção. Um exemplo disso, são
os vírus que se espalham através da lista de contatos do
cliente de e-mail do usuário. Veja nas próximas linhas os
tipos de vírus existentes e algumas informações adicionais.
Como os vírus agem
Os primeiros vírus foram criados através de linguagens
como Assembly e C. Nos dias de hoje, os vírus podem ser criados
de maneira muito mais simples, podendo, inclusive, serem desenvolvidos
através de scripts e de funções de macro de determinados
programas.
Para contaminarem os computadores, os vírus antigamente usavam
disquetes ou arquivos infectados. Hoje, os vírus podem atingir
em poucos minutos milhares de computadores em todo mundo. Isso tudo graças
à Internet. O método de propagação mais comum
é o uso de e-mails, onde o vírus usa um texto que tenta
convencer o internauta a clicar no arquivo em anexo. É nesse anexo
que se encontra o vírus. Os meios de convencimento são muitos
e costumam ser bastante criativos. O e-mail (e até o campo assunto
da mensagem) costuma ter textos que despertam a curiosidade do internauta.
Muitos exploram assuntos eróticos ou abordam questões atuais.
Alguns vírus podem até usar um remetente falso, fazendo
o destinatário do e-mail acreditar que trata-se de uma mensagem
verdadeira. Muitos internautas costumam identificar e-mails de vírus,
mas os criadores destas "pragas digitais" podem usar artifícios
inéditos que não poupam nem o usuário mais experiente.
Ainda, há os vírus que exploram falhas de programação
de determinados softwares. Algumas falhas são tão graves
que podem permitir a contaminação automática do computador,
sem que o usuário perceba. Outros vírus costumam se propagar
através de compartilhamento de recursos, como aqueles que inserem
arquivos em pastas de programa P2P (softwares desse tipo permitem o compartilhamento
de arquivos entre internautas ou usuários de uma mesma rede de
computadores).
Após ter contaminado o computador, o vírus passa então
a executar suas tarefas, que podem ser dos mais diversos tipos, desde
a simples execução de um programa até a destruição
total do sistema operacional. A maioria dos vírus tem como primeira
atividade a tentativa de propagação para outros computadores.
Mitos
É importante desmentir alguns mitos: eventos que não executam
o programa que contém o vírus "colado" não
irão acioná-lo. Assim, se um programa contaminado for salvo
em um HD ou disquete , isso não vai acionar o ataque do vírus.
Por isso, se o evento que ativa o vírus não for acionado
nunca pelo usuário, o vírus ficará "adormecido"
até o dia em que o programa for executado.
Outra coisa que deve ser desmentida é a crença de que os
vírus podem danificar o hardware do computador. Os vírus
são softwares e portanto não há como eles queimarem
ou quebrarem dispositivos do computador. De certo, existem vírus
que apagam o BIOS da placa-mãe, deixando-a sem capacidade para
ser usada, dando a impressão de que foi quebrada. No entanto, com
equipamentos usado em laboratórios ou com softwares especiais,
é possível recuperar o BIOS e aí se constatará
que a placa-mãe está com seus componentes de hardware como
estavam antes do ataque. Os BIOS atuais estão melhor protegidos
deste perigo e são mais facilmente recuperáveis em casos
de problemas.
Outros tipos de pragas
Existe uma variedade de programas maliciosos, aqui, no InfoWester, chamadas
de "pragas digitais", que não são exatamente vírus.
A definição do que a praga é ou não é
depende de suas ações e formas de contaminação.
Mesmo havendo essa distinção, é comum dar o nome
de vírus para generalizar todos os tipos de pragas. Os outros tipos
mais comuns são vistos a seguir:
Cavalo-de-tróia
Cavalos-de-tróia (trojans) são um tipo de praga
digital que, basicamente, permitem acesso remoto ao computador após
a infecção. Os cavalos-de-tróia podem ter outras
funcionalidades, como captura de dados do usuário e execução
de instruções presentes em scripts. Entre tais instruções,
podem haver ordens para apagar arquivos, destruir aplicativos, entre outros.
Quando um cavalo-de-tróia permite acesso ao computador, o que
ocorre é que a praga passa a utilizar portas TCP e de alguma maneira
informa a seu criador a "disponibilidade" daquele computador.
Ainda, a praga pode se conectar a servidores e executar instruções
que estejam disponíveis no momento do acesso.
Worm
Os worms (vermes) podem ser interpretados como um tipo de vírus
mais inteligente que os demais. A principal diferença entre eles
está na forma de propagação: os worms podem se propagar
rapidamente para outros computadores, seja pela Internet, seja por meio
de uma rede local. Geralmente, a contaminação ocorre de
maneira discreta e o usuário só nota o problema quando o
computador apresenta alguma anormalidade. O que faz destes vírus
inteligentesé a gama de possibilidades de propagação.
O worm pode capturar endereços de e-mail em arquivos do usuário,
usar serviços de SMTP (sistema de envio de e-mails) próprios
ou qualquer outro meio que permita a contaminação de computadores
(normalmente milhares) em pouco tempo.
Spywares, keyloggers e hijackers
Apesar de não serem necessariamente vírus, estes três
nomes também representam perigo. Spywares são programas
que ficam "espionando" as atividades dos internautas ou capturam
informações sobre eles. Para contaminar um computador, os
spywares podem vir embutidos em softwares desconhecidos ou serem baixados
automaticamente quando o internauta visita sites de conteúdo duvidoso.
Os keyloggers são pequenos aplicativos que podem vir embutidos
em vírus, spywares ou softwares suspeitos, destinados a capturar
tudo o que é digitado no teclado. O objetivo principal, nestes
casos, é capturar senhas.
Hijackers são programas ou scripts que "sequestram"
navegadores de Internet, principalmente o Internet Explorer. Quando isso
ocorre, o hijacker altera a página inicial do browser e impede
o usuário de mudá-la, exibe propagandas em pop-ups ou janelas
novas, instala barras de ferramentas no navegador e podem impedir acesso
a determinados sites (como sites de software antivírus, por exemplo).
Os spywares e os keyloggers podem ser identificados por programas anti-spywares.
Porém, algumas destas pragas são tão perigosas que
alguns antivírus podem ser preparados para identificá-las,
como se fossem vírus. No caso de hijackers, muitas vezes é
necessário usar uma ferramenta desenvolvida especialmente para
combater aquela praga. Isso porque os hijackers podem se infiltrar no
sistema operacional de uma forma que nem antivírus nem anti-spywares
conseguem "pegar".
Antivírus
Existe uma variedade enorme de softwares antivírus no mercado.
Independente de qual você usa, mantenha-o sempre atualizado. Isso
porque surgem vírus novos todos os dias e seu antivírus
precisa saber da existência deles para proteger seu sistema operacional.
A maioria dos softwares antivírus possuem serviços de atualização
automática.
|